quinta-feira, 9 de junho de 2011

A professora maluquinha

Livro - A professora maluquinha
Autor – Ziraldo
Resumo por Sueli Valquiria C.S.Rodrigues

Este foi um livro muito interessante que eu jamais esqueci, fala da historia de uma professora contada pelos alunos que ela deixou para trás para fugir com o namorado.
As crianças jamais esqueceram dela, pois as aulas eram divertidíssimas.
Seus alunos estavam na fase de aprender a ler e aprendiam de uma forma muito diferente e nada tradicional, ela era liberal tudo era festa e brincadeira não dava zero aos alunos porque zero não existia para ela dava prêmios para quem lesse mais depressa, quando um aluno brigava com o outro ela montava um júri para que os próprios alunos decidissem o que fazer e que atitude tomar sua sala tinha muito barulho e risos afinal à felicidade morava lá ,e quando a diretora abria a porta todos tinham que parar de rir e aprender pois ela ensinava rindo as crianças com todas as regras quebradas aprenderam muito mais rápido do que com as regras.
Nossa nunca esqueci este livro e agora como professora procuro ser um pouco maluquinha de vez em quando ,tanto é que no projeto MAIS EDUCAÇÃO em que participo meus alunos aprendem brincando e agora lembrando do livro lembrei da diretora entrando na minha sala e dizendo parem com esta bagunça vocês estão atrapalhando as outras salas ,bem não era bagunça era uma dinâmica de apresentação que estava aplicando naquele momento e as crianças  e eu nos empolgamos um pouquinho,lembrei do livro foi igual quando a diretora entrava e falava parem com esta felicidade . fazendo uma pesquisa pois não lembrava de detalhes do livro achei este site foi ótimo ler de novo estes parágrafos confiram o texto completo neste endereço eletrônico.

“Na nossa imaginação ela entrava voando pela sala (como um anjo) e tinha estrelas no lugar do olhar. Tinha voz e gesto de sereia e vento o tempo todo nos cabelos (na nossa imaginação). Seu rosto era solto como um passarinho. Ela era uma professora inimaginável. Anjo, estrela, sereia, passarinho, essa professora é também diabólica, pois ousa infringir as normas da escola e situar-se ao lado dos deuses. Afinal, em sua opinião, é o professor quem termina por acrescentar ao homem o “sentido que o completa”, ao proporcionar-lhe o desenvolvimento da capacidade de ler e de escrever. O homem nasce com visão, audição, olfato, tato e gustação. Mas não nasce completo. Falta a ele capacidade de ler e escrever como quem fala e escuta. É a professora que — como um deus — acrescenta ao homem esse sentido que o completa! Mas não nos apressemos em julgá-la rápido demais. Anjo, demônio, fada ou deusa, essa professora permanece imperfeita, mesmo aos olhos daqueles que a veneram: não sabe tudo, como querem os mestres em seu lugar de mestres, mas apenas o que lhe for suficiente para seguir seu desejo (a História e a Geografia para viajar pelo mundo); não está sempre atenta e responsiva, mas, às vezes, chega “na sala com um bico maior que o de um tucano”; não acerta sempre, mas possui a sabedoria daqueles que conseguem fazer do erro um outro caminho, um caminho possível. Quem será capaz de trilhar, com essa professora inesquecível, esses caminhos do erro e da errância de uma aprendizagem? Do outro lado da mesa estamos ‘nós — Athos, Portos, Aramis, D’Artagnan e Ana Maria Barcellos Pereira, a chefe’”. E, do outro lado do livro, estamos nós, leitores compactuado com esse ensino errante e entusiasmado, leitores desejantes dessa leitura do mundo a que somos convocados pela maluquinha, leitores apaixonados por essa escola em que a alegria e a algazarra têm lugar”.
O livro de Ziraldo, escrita-homenagem a uma professora inesquecível, escreve-se também como uma celebração de um certo ensino, um ensino com que, em geral, sonhamos, mas que dificilmente praticamos. Porque se trata de um ensino difícil de se praticar. Não de um ensino difícil, mas justamente de um ensino que esbarra na dificuldade que consiste em abrir mão de uma posição de saber, para ocupar, com todos os riscos que essa atitude implica, uma posição de desejo, uma posição desejante.
“Quando eu te vejo, eu desejo o teu desejo.”
Por isso, nós, que estamos do outro lado da mesa, do outro lado do livro, desejamos os prêmios que a professora nos oferece, desejamos ler depressa como locutores de rádio, desejamos saber onde se encontra Kubakalan, a cidade inexistente. E por isso desejamos também as serenatas do outro lado do muro, a decifração da mensagem secreta, à fuga esperada ao final da história. Entre as generalidades que a professora maluquinha costumava ensinar, há uma que se repete, subliminarmente, a cada página do livro: “que estar enamorado é estar em estado de amor: in amor”. Este livro de Ziraldo nos fala, sobretudo de um sujeito enamorado de certa professora maluquinha, por sua vez, enamorada de certo ensino e de certo saber.
Foi muito bom lembrar de detalhes como estes já que este livro me inspirou a ser uma professora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBRIGADA PELO COMENTARIO